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Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as cousas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Por que sequer atribuo eu
Beleza às cousas.

O sonho é ver as formas invisíveis
da distância imprecisa, e, com sensíveis
movimentos da esp’rança e da vontade,
buscar na linha fria do horizonte
a árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte.
os beijos merecidos da Verdade.

… Quanto mais fundamente penso, mais
Profundamente me descompreendo.
O saber é a inconsciência de ignorar…